VIVARTE

VIVARTE é um projeto que foi instituído no Ensino médio na disciplina de Arte  desde  do  ano de  1998 na cidade de Terenos MS, cidade próxima a Campo Grande MS,  com uma população de aproximadamente 20 mil habitantes incluindo assentamentos rurais. Nela está localizada a Escola Estadual Antônio Valadares única escola a atender alunos do Ensino Médio na região e onde até os dias atuais o projeto se desenvolve.

A princípio o projeto era intitulado Educarte. Os alunos passavam o ano letivo vivenciando nas aulas de arte as diversas possibilidades que iam desde teatro até pintura. As enquetes e apresentações eram elaboradas em conjunto docente e discente. Apresentavam-se na escola e depois em locais da cidade onde eram convidados. Esses convites geralmente era para festas e momentos cívicos. O projeto era itinerantes e começávamos a traçar uma outra forma de ensinar e vivenciar  arte no município. 

Grupo de teatro Educarte. Acervo pessoal Marisa  Gonzaga // Apresentações de teatro e música dos alunos do ensino médio nas escolas./1998

Grupo de teatro Educarte. Acervo pessoal Marisa  Gonzaga // Apresentações de teatro e música dos alunos do ensino médio nas escolas./1998

Nas fotos aqui representadas bem como as declarações que as escolas emitiam após as apresentações.

Declarações emitidas pela escola após as apresentações. Foto: Acervo pessoal Marisa Gonzaga.

Nessa época já tentávamos agregar outras manifestações culturais mantidas por outros segmentos da sociedade do lugar como o grupo de capoeira do mestre Meia Noite.

Apresentação de capoeira. Grupo Mestre Meia Noite e Mestre Jabá.

A essência do projeto permaneceu desde então e a evolução se fez de maneira natural, notando assim que a comunidade escolar necessitava do projeto tanto quanto a sociedade. A renovação das turmas e das capacitações realizadas ao longo dos anos, pôs a reflexão de que Educarte não seria mais o nome ideal e consideramos que VIVARTE E AS QUATRO LINGUAGENS DA ARTE seria mais adequado. O protagonismo do aluno sempre teve o maior foco e as enquetes e apresentações eram elaboradas em conjunto docente e discente.

Outra necessidade que se fez latente foi a de um espaço específico para trabalhar os projetos assim como uma data para expô-los. A primeira apresentação do projeto para a comunidade se fez em 2006 na Festa Junina da escola. Na ocasião, em um sala de aula, foram expostos as telas e outros trabalhos. Assim aconteceu até o ano de 2009.

Apresentação dentro de sala de aula. 

Em 2009, formou-se entre o Projeto VIVARTE e a Fundação de Cultura do Estado do Mato Grosso do Sul uma parceria. Uniu-se ao projeto Educar para Proteger na rota do trem do pantanal. Desde então o Projeto VIVARTE passa a ter sua culminância no quarto bimestre, em horário contra turno no anfiteatro da cidade Ramez Tebet , pois a medida que eram trabalhadas as a turmas muitas habilidades eram descobertas e mais ações eram criadas para incentivar a participação de todos.

Projeto Fundação de Cultura-MS/Destaque Grupo de dança Vivarte.

Realizou-se cursos de capacitação e quando aprendíamos sobre patrimônio íamos crescendo e inovando nas atividades e conteúdos em sala de aula, com isso surgiram e foram vistos muitos talentos.

O muro da escola que era frequentemente pichado pelos próprios alunos, foi elemento fundamento para um braço do projeto. Diferente das diversas formas de muros que foram retratadas ao longo dos anos, esse após palestras e incentivo aos alunos, consegui-se reverter o vandalismo no lugar. A assimilação entre pichar e gravitar foi o elemento principal dessa mudança.

Conforme íamos nos  capacitando e estudando sobre o tema cultura,  arte  e patrimônio criávamos a cada ano um projeto piloto  com um temática que seria desenvolvida durante o ano todo. Seguindo a orientação do referencial que apresentava em todas as suas propostas o estudo da arte indígena, afro-brasileira e demais etnias. 
REFERENCIAL CURRICULAR MS 2012

E, já no ano de 2010 realizamos a segunda edição do projeto VIVARTE: educar para proteger, com a produção do livro: VIVARTE temperando histórias.

Livro: Culinária de MS, Maria Cristina de Lima F. Santos./ Destaque: VIVARTE, Temperando histórias.

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Constatando que a priori era necessário proporcionar ao aluno um sentimento de pertencimento, começamos contextualizando arte/cultura/educação patrimonial e ao mesmo tempo incentivando a pesquisa sobre a história da escola.  Como resultado, deu-se o livro Nossa gente, sua história.

Livro: Nossa gente, sua história./ Produção: VIVARTE,

O que observamos na sequência dos anos, foi a crescente participação da comunidade nos eventos. Logo, o projeto que era interno à escola Antônio Valadares, ganhava alcance midiático com amplo apoio da sociedade Terenense. Foram realizados ao passar dos anos, edições suplementares de projetos que já haviam sido implantados como a Terceira Edição do projeto Vivarte, educar para proteger com a produção de um desfile de modas onde as peças de roupas usadas foram desenhadas, costuradas e desfiladas pelos próprios alunos.

Livro: Educar para Proteger/ Produção: VIVARTE. Em destaque, apresentação do projeto no Centro Cultural Ramez Tebet em Terenos.

Destaque na mídia local para a revitalização da área verde da escola Antônio Valadares e desfile com peças produzidas de material reciclável.

A observação que fazíamos além das já citadas, era o engajamento dos alunos no projeto. Havia entre eles um misto de expectativa para o trabalho a ser realizado no ano seguinte e uma apreensão quanto ao que estava sendo preparado para a apresentação no ano vigente. O projeto já firmado dentro do calendário escolar e da cidade, carregava status de inovador e de formador de pensamento. Ali, debatia-se questões de negritude, identidade de gênero e raça, violência contra a mulher, acessibilidade, temas que futuramente seria trabalhados com maior enfoque. 

O braço direito do projeto é a literatura. Autores como Manoel de Barros, maior referência poética do estado, foi por diversas vezes trabalhado e estudado. A mostra Imagens e palavras, Manoel de Barros e Terenos foi o maior deste estudo.

Exposição em praça pública, VIVARTE: Imagens e palavras, Manoel de Barros e Terenos.

Encerramento do projeto Rondon.

As demais edições foram realizadas com enfoque nas questões afro indígenas e culturas. Incentivando os alunos de todos os segmentos etnias e culturas a serem vistos e inseridos de fato no cotidiano escolar. Sempre procuramos fazer parcerias com universidades e instituições entre elas o Projeto Rondon.

ENCENAÇÃO_ESPERANDO NA JANELA.

TEATRO VIVARTE 5

ETNIAS

Público presente para a apresntação do p

Culinária_- FESTA DAS NAÇÕES E AS ETNIAS DO MS

Trabalhos realizados por alunos do projeto.

A apresentação do VIVARTE é feita pelos próprios alunos, dispensando cerimonialista.

Peça teatral, encenação de Garota de Ipanema de Tom Jobim e Vinícius de Moares.

Aluna Celiane, - FESTA DAS NAÇÕES E AS ETNIAS DO MS

No ano de 2014, o projeto voltou suas apresentações para a América Latina. Num dos anos mais promissores do projeto, o aluno Higor Rondon compôs a canção Soy louco por ti América e venceu em terceiro lugar o prêmio (coloque aqui o nome do prêmio.)

Soy loco por ti Mato Grosso do Sul Terra de muitas Américas foi coordenado e produzido pelos professores: Marisa Gonzaga e Quederson Akio e pelo aluno Ramiro Macenas e grupo teve como finalidade contextualizar a história sócio cultural do aluno e a contemporaneidade. Despertando o mesmo para conviver e respeitar as influências etno culturais que fazem parte de sua história, considerando que o título do evento propõe um leque de opções sobre o assunto abordado, estruturamos o trabalho no sentimento de pertence e do patrimônio material e imaterial do Estado. Consideramos importante enfatizar a valorização do patrimônio material e imaterial com o qual o aluno, mesmo que inconscientemente, se relaciona quase que cotidianamente fazendo uma ponte entre o antigo e o novo contextualizando cultura, história e atualidade neste caso representada no vídeo pelo gesto da self. Demonstrando então, que o jovem cidadão latino americano e sul-mato-grossense está conectado com o planeta, porém, sendo capaz de sensibilizar-se com as belezas e a cultura de nosso povo e ter um sentimento de pertence em relação a estes patrimônios, divulgando a existência dos mesmos em suas redes sociais. A valorização do talento criativo do aluno em várias etapas da criação, inclusive a sonoplastia cuja composição e interpretação da musica MS e seus encantos é de autoria de outro aluno do grupo, Igor Lopes.Temos plena certeza que ao participar deste evento conseguimos um crescimento em aprendizagem e cultura que serão levados para sempre com nossos alunos.

O projeto VIVARTE nasceu da necessidade de fazer arte e cresceu com a determinação de transformar pensamentos e dar orientação para seus envolvidos. Um dos diversos exemplos dentro da sociedade Terenense, é da aluna Ludmila (Vídeo lateral).

Após os anos projetando ações que pudessem ser aplicadas na sociedade, a aluna Ludmila tornou-se exemplo para seus colegas. Determinou seus objetivos, aprimorou seu pensamento, venceu o medo e decidiu seu caminho.

Depoimento, aluna Ludmila.

Em 2015, o projeto trabalhou a dança, expressão bastante praticada na cidade. O tema do ano foi Dança do MS onde formou-se o grupo Comitiva de dança do MS.

A esq.acima: Alunos na apresentação de dança.

A esq.abaixo: Apresentação de dança.

A dir.acima: Apresentação de dança de rua.

A dir.abaixo: alunos do Vivarte.

Apresentação de dança Paraguaia e Festa, número apresentado por alunos do VIVARTE.

Mais apresentações dos alunos do projeto.

Alguns links de referência:

Uma das maiores preocupações do projeto é com a identidade cultural do estado. É demonstrado por meio de estudos dentro de sala de aula, a importância da preservação da história e dos costumes de cada povo. Assim como descrito acima, muitos debates foram desenvolvidos ao longos dos anos no projeto e o da identidade cultural sempre foi o mais presente.

A aluna X e seu quadro XX.

Evento interno/seminário pré VIVARTE.

Jerry Spindola no VIVARTE em A música MS, 40 anos.

Apresentação na escola Antônio Valadares.

Grupo Canto à quatro, criado pelo projeto VIVARTE para resgate da música do MS.

Público do evento.

Ex aluna Ana Thae conta sua experiência no projeto Vivarte.

Apresentação, 40 anos de música MS. Alunos do projeto.

Alguns links de referência:

Assim como a música, o debate sobre as questões indígenas e afro-indígenas também já foram tema do projeto e foi nesse momento que a percepção de muitos alunos se afloraram para essa pauta.

O depoimento da aluna Celiane, da tribo Terena é um dos mais emocionantes já registrados pelo projeto, em sua segunda edição no ano de 2019.

Alguns links de referência:

Os alunos envolvidos no projeto, visitaram a Aldeia Água Branca no Distrito de Taunay em Aquidauana MS. Visita em parceria com o professor Cesar Pereira de história que contextualizou sua disciplina com o tema do VIVARTE 2017.

Acima: Dança Paraguaia.

Aao lado: Edson Neto performa Sangue latino de Ney Matogrosso. 

As iniciativas não partiam apenas dos professores. Melhorias no projeto foram por diversas vezes sugeridas pelos alunos, coordenação e pais. Muitas acatadas para melhoria, manutenção e fluidez do Vivarte. Essas correções deram suporte para um dos temas trabalhados no projeto, que foi à acessibilidade, inclusão através da arte.

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O aluno Rodrigo Lemes apresenta Mercedita.

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O aluno Rodrigo Lemes apresenta Mercedita.

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Exposição fotográfica.

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Orquestra musical municipal Ercy Meirelles.

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Participantes do projeto.

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Apresentação.

Os depoimentos abaixo são de professores e alunos do projeto. Em um deles, o irmão do aluno Lucas nos reverencia uma verdadeira alegria. Assista.

Professora Eliane, do aluno Henrique, aluno autista.

Exercício de acessibilidade para os alunos do Ensino méedio.

COLOCAR A CONCLUSÃO.

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Apresentação.